sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

NATAL DE TODOS!!!


Passo por este para agradecer mais um ano de vida, mais um ano de amigos, mais um ano acreditando que tudo irá melhorar.


Passo por este para iluminar, mesmo com poucos fósforos, os olhos daqueles que precisam enxergar além, transformando dores em alegrias, ou mesmo em poesia.


Passo por este para pedir ao bom Deus que nos encha de força e otimismo, fazendo-nos crer na sua existência dentro de cada um...


UM BOM NATAL E UM ANO NOVO CARREGADO DE OLHARES AO PRÓXIMO!!!!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A NOVA PARTE


Durante algum tempo desenhei coração no meu caderno. Às vezes um, somente. Noutras, dois, três, um conjunto divertido no canto da página. Traçava-o com olhar distante, de quem quer pedir algo à vida. Ele era vermelho, redondo e enooorme. Porém, havia nele algo não notável em um coração comum. Era um coração ao meio, ou seja, metade, uma parte...

Por ser metade, era incompleto.
Por ser idealizado, era imperfeito.
Por ser limitado, não conseguia demonstrar o quanto tinha que ser infinito.

Desenhei-o de várias formas e tamanhos. Preenchi seu único lado com cores vibrantes, tons escuros e sombreamentos internalizados. Ele levou sempre uma personalização do momento que eu passava. Ora maior, ora menor, mas sempre faltando um pedaço.

O tempo foi passando e lá estava a marquinha registrada nas minhas anotações. Viver sem aquele coração ao lado era como uma anulação de um propósito, de um objetivo.

Um dia abri os olhos e senti uma pulsação desse coração. E, por um milagre, sua outra parte surgiu,
completando-o.
Completando-me.

Como nunca o tinha visto completo, tampouco acreditei que ele pudesse, de fato, pulsar...

E, ao desenha-lo na agenda, surgiu:
"TUM TUM..."

domingo, 15 de novembro de 2009

MÁSCARAS

Iludir-me-ão uma vez, mas duas... nunca!

...

Arrastou-me para um conto de fadas, onde o rei era camuflado. Ele vivia de sonhos e promessas, construindo estórias sob seu castelo. Seu cavalo eram as mentiras, que ele treinava em branco com manchas marrons encravadas na pele.

...

E sob luzes artificiais pude ver sua verdadeira face de ilusões. Ele me olhava com olhos puros de quem mente sem sentir, sem doer. E eu, ali, fingia gostar da sua fruta crua de mensagens subliminares.

Acreditei que não mais acreditaria em nós, não durante a razão e nas poucas vezes q tirava sua máscara. Escondeu-se durante tanto tempo por trás de desculpas que não dependiam dele. E, ao raiar do sol, já não mais havia o que pudesse dissimular, sem aquela que foi o único pretexto para não viver sua realidade. Cruel para mim, verdade para ele.

Mas, sabendo-me que também vivo por máscaras (quem não vive?) e, deixando-me preservar por trás de algumas duras e frias, vejo que julgar seria tão errado quanto mentir. Por enquanto, deixo que minhas palavras me escondam.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ADIANTE...

Quanto ao fato de querer algo maior, isso é o que me impulsiona em nós.
Longe de mim pensar somente em um ponto lá na frente, mas preciso sonhar.
Quero ser a mulher objetivamente sentimental, traduzir meus desejos em forma de percepção e alcance. Na maioria das vezes, talvez, nunca tenha sido tão direta, mas o que me faz ser quem sou é a intensidade do que quero hoje, e do que deixarei em você amanhã...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

NÓ CEGO

Preciso ir fundo no oceano de mágoas e perdas. Minhas limitações já não são as mesmas de dez anos atrás, e minha proteção se vai em cada aniversário maldito.

Naquele profundo do ser, alimento minha alma com as sobras de tudo. Ou de nada. Ao mesmo tempo que meu oxigênio se esvai dos pulmões, sinto-me descer no mais gélido e terrível subterfúgio da alma.

Afundo.

Não quero subir e, se mesmo eu quizesse, já não daria tempo pra alcançar o pôr do sol.

Tarde demais para mim.

Até onde o peso do meu corpo me levará? Está escuro demais para direcionar meus pés e a minha mente só consegue ouvir aquele zunido de fim, de nada, de zen...

Afundo...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ganhei esse selinho da minha mais nova companheira de blog, Graziela, do blog traduzindoparaomeuhebraico.blogspot.com.

Nas regrinhas que o acompanham, preciso citar três coisas que me levariam para o divã, e nomear cinco merecedores do selinho.

1)- A primeira coisa seria a minha relação familiar. Amo muito alguns poucos da minha família. Não sei porquê, mas acredito que a maioria dos meus parentes (isso deve acontecer nas melhores famílias) são intrometidos, folgados e interesseiros.

2)- A segunda coisa seria a minha forma de pensar sobre determinadas coisas. Sou cruel e justa, me cobro muito, e isso me deixa confusa ao tomar decisões ao meu favor.

3)- A terceira coisa seria a minha relação espiritual. Estou "brigada" com Deus faz algum tempo e isso tem afetado a minha maneira de pensar sobre a morte.

Eis aqui cinco blogs que repasso o selinho e convido a sentar no divã...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

SENTADA NO CHÃO...

A mudança de uma cômoda para outra foi o bastante para me concentrar em mim.

Dias de faxina e arrumação são bem tortuosos. É um tal de tira daqui, transfere para lá, levanta poeira, separa pilhas e pilhas de livros... Afff!!!

Mas, de certo modo, isso parece-me ser bem relevante hoje...

Precisava desfazer-me de uma sensação desconfortante que me seguia em duas semanas. Cresci e encolhi em exatos quinze dias de um estresse que não planejei. E, ali, estava o meu passado transformado em brinquedos e recordações.

Tirei todas as peças de uma casinha que construiu meus sonhos durante meus oito anos de idade. Naquela casinha, os móveis eram coloridos e haviam muitos bonequinhos a quem eu podia chamar de amigos. Lembrei de como adorava deitar no chão, e dividir minhas histórias com eles.

Tirei o pó do playmobil de escolinha, que, por muito, me faziam entender a verdadeira arte de estudar. Ainda me lembro o que cada Lego significava para mim. Havia cada coleguinha em cada um deles... Impressionante como ainda permanece detalhes disso tudo, quando minha vida hoje não quer mais guardar nada em mim.


Detalhes guardados também em rosas secas, cartõezinhos de Natal, souvenir que colhia em viagens, fotografias de caretas que traziam consigo toda a alegria vivida em algum momento...


Então cheguei às minhas agendas, guardadas com carinho dentro de uma caixa branca forrada. Todas elas, um resumo de minha vida e minha estória ali. Agradeci a Deus por estar revisando cada pedacinho da minha vida, recordando imagens guardadas no inconsciente. Desde pequena que a escrita sempre fora minha janela pro mundo. Tinha uma certa teoria de que, quando crescesse, muitas coisas iriam sumir da minha mente. Como ocorreu. E, nos meus feitos e fatos marquei minha presença nesse mundo.


Hoje, quase vinte anos depois das primeiras escritas, tive saudade da ingenuidade dos meus versinhos de amor. Gostaria, de verdade, que não tivessem me tirado desse mundo de faz de contas, onde eu conseguia dormir todas as noites tranquilamente, sem a preocupação de um adulto.


Depois de tudo espalhado no chão, comecei a guardar os pedacinhos. Não consegui me desfazer de nada da minha infância, mesmo que tudo isso só ocupasse lugar desnecessariamente, como afirmava minha mãe. Pensei se teria uma outra oportunidade (quem sabe daqui a mais dez anos) para eu lembrar de tudo outra vez... Juntei, embalei, protegi dos outros todas as minhas lembranças...


E a minha parte boa ocupou apenas duas prateleiras da minha cômoda de quarto.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

UM PEDAÇO AINDA AQUI...

Roube-me o papel, mas não a idéia.
Roube-me a escrita, mas não os contornos.
Roube-me a poesia, mas não o amor que me mantém viva.

Porque preciso estar aqui, preciso estar dentro de cada ser que leva consigo minhas palavras. Tenho a função de espalhar a vida, avaliar sentimentos, cometer erros e desvendar segredos. Tenho que ser fiel aos meus princípios, tanto quanto a uma ordem lógica de sentidos.

Mas você os rouba de fora de mim, e traz sempre algo que não esperava encontrar nas linhas. Devora meus acentos, brinca com meus pingos e apaga meus pontos finais. Como ousa interferir assim?

Ainda sobra mais comigo... Ainda tenho o poder nas mãos. Nas minhas (e suas) incríveis mãos.

sábado, 27 de junho de 2009

NÃO QUERO QUE VOLTE...


O passado não é nosso amigo.

Ele nem sempre vem querendo nosso bem, incentivando-nos a continuar. Às vezes é cruel por não nos dizer somente a verdade.

Por saber tanto sobre nós, ele nos trai. Remete-nos a tempos esquecidos, arquivados seguramente na memória. Mas como um feiticeiro que sabe a hora exata de lançar sua magia, ele revive experiências marcantes. Mostra-se sem que precisemos abrir suas gavetas, nos momentos mais frágeis de nossas inseguranças.

E onde permanece a mudança? Onde estaria o elo de separação do que vivemos para o que não viveríamos hoje? Como mostrar ao passado que precisamos seguir em frente?

Confrontar certezas vividas e caminhos descalços deveria ser menos cortante. A princípio, o passado teria a função de desculpar-se pela inexperiência. Mas, sentimentos não contam na conjugação do verbo. Permanecemos sempre em suas mãos, como que a esperar por um esquecimento- baú.

Ele sabe mais de nós do que nós mesmos...

terça-feira, 9 de junho de 2009

QUERO TUDO DE TUDO.

Gire em torno de você.
Faça de mim o teu faro.
Busque sentidos vivos de tudo o que te fiz.

Semeie as minhas atitudes como (sobre)vivência.

A vida pode ser uma estrela cadente. Dite a nossa felicidade hoje, e amanhã sentirás menos culpa. Não é porque flutuamos que não conseguiremos manter os pés no chão, depende apenas de um dia perfeito.


Faça com que cheguemos perto, e mais perto, e mais perto de dentro de nós. A textura de uma pétala também compõe a sua beleza, entao por que não tocar?


Arrisque-se a sentir.
A intensidade é a única coisa que marcará nossos atos.